A frustração masculina como fonte da violência de gênero

Sair de um relacionamento abusivo é necessário, porém pode ser muito mais difícil do que se imagina
Nossa convidada desse episódio do podcast é Alessandra Augusto, psicóloga e voluntária do Justiceiras, um projeto idealizado pela promotora Gabriela Manssur, que presta orientação jurídica, psicológica, socioassistencial e médica. Uma rede de apoio e acolhimento à mulheres que sofrem violência doméstica.
Como é o caso da própria Alessandra, uma sobrevivente do machismo e da misoginia que provocam a violência de gênero.
Alessandra levou 10 anos para se separar do marido e alerta que sair de um relacionamento abusivo não é tão simples como pode parecer. E, exatamente por isso, pede que, antes de julgar ou agir com preconceito contra uma mulher que sofre abuso dentro do lar e decide permanecer em casa, que se busque entender seus motivos, pois essa mulher pode ser cria de uma cultura familiar que a ensinou que sempre é possível transformar o marido. Alessandra achava que podia.
E ainda existe o agravante que mostra que, quando a violência doméstica não é física; quando o abuso é psicológico, muitas vezes a mulher não apenas tem dificuldade para provar o que diz, como ainda é desvalorizada e desacreditada por pessoas de seu entorno e pela própria polícia.
E acrescente a isso o medo do preconceito, do afastamento de amigos e familiares que simplesmente não aceitam que ela abandone um marido tão exemplar, sem saber que a violência dele não deixa marcas no corpo, mas no psicológico.
Essa é a história de Alessandra, mas o Justiceiras atende mulheres de todo país, que buscam socorro contra todo tipo de violência de gênero que acontece dentro de quatro paredes… e também fora delas.
Conheça o trabalho desenvolvido no Justiceiras clicando aqui.
Para saber mais, acesse o link abaixo e ouça o podcast.
Foto: Alessandra Augusto/Acervo Pessoal

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