Varíola dos macacos, o que mata é a ignorância e o preconceito

Varíola dos macacos, o que mata é a ignorância e o preconceito
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Saiba um pouco mais sobre essa doença que já provoca a morte de macacos e a discriminação contra homossexuais

Da Redação

Um pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que gays e bissexuais reduzam contatos e parceiros sexuais, em virtude da crescente incidência de casos da varíola dos macacos (monkeypox) entre “homens que fazem sexo com homens” (HSH), criou uma recente polêmica.

Pacientes afirmam haver uma onda de comentários preconceituosos e homofóbicos, desinformação e medo, enquanto outra parcela da comunidade LGBTQIA+ acredita ser alvo de perseguição semelhante a ocorrida na década de 1980 durante a epidemia do HIV, e se nega a encarar os fatores de risco.

Enquanto isso, em São Paulo, Paraná e Goiás pelo menos 10 macacos foram encontrados mortos com sinais de intoxicação.

Com a intenção de minimizar o preconceito e evitar que mais animais sejam mortos, o portal VSP foi buscar informações sobre a doença.

Saiba mais sobre a varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença causada pelo vírus Monkeypox, pertencente à mesma família do vírus que causava a varíola – uma doença que foi extinta na década de 1980. É uma doença que pode infectar tanto seres humanos quanto animais. Seu vírus infecta macacos, mas incidentalmente pode contaminar humanos, ou seja, é uma zoonose silvestre.

Na África -onde surgiu a doença-, a transmissão ocorria por meio do contato das lesões ou secreções humanas com o animal infectado. Atualmente, a transmissão ocorre de forma diferente, principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. Gestantes também podem transmitir a doença para o bebê através da placenta.

Os sintomas podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas. Casos mais leves de varíola podem passar despercebidos e representar um risco de transmissão de pessoa para pessoa.

O período de incubação do vírus se dá por volta de 7 a 21 dias. Após esse período, o paciente apresenta febre alta, mialgia, fadiga, dor de cabeça, cansaço, calafrios, dor nas costas e aumento dos glânglios linfáticos (uma caraterística da monkeypox que vai diferenciar de outras doenças, a exemplo da catapora). Dois ou três dias após o quadro febril, inicia o aparecimento das erupções (bolhas) na pele.

Ao surgir os sintomas, o paciente precisa buscar o atendimento médico e realizar o isolamento, pois a transmissão acontece, predominantemente, pelo contato físico e secreções respiratórias.

Importante salientar que qualquer pessoa pode pegar a doença, basta apenas fazer o contato com pessoas infectadas pela enfermidade.

Para prevenir a doença, é importante fazer o uso de máscara porque o contágio também se dá pelas gotículas das vias respiratórias. Também é necessário evitar lugares fechados, evitar contato físico por meio de relação sexual, beijos e abraços com pessoas que tenham lesões na pele, ou até tocar em feridas. Higienizar bem as mãos diariamente e também ao ter contato direto com objetos.

No que diz respeito à imunização, historicamente, a vacinação contra a varíola comum mostrou ser protetora contra a varíola dos macacos. Embora uma vacina (MVA-BN) e um tratamento específico (tecovirimat) tenham sido aprovados para a varíola, em 2019 e 2022, respectivamente, essas contramedidas ainda não estão amplamente disponíveis e populações em todo o mundo com idade inferior a 40 ou 50 anos não tomam mais a vacina, cuja proteção era oferecida por programas anteriores de vacinação contra a varíola, porque estas campanhas foram descontinuadas. No Reino Unido, a vacina contra varíola está sendo oferecida às pessoas de maior risco.

Fontes:
Butantan,
maceio.al.gov.br
Estadão

Foto: Reprodução internet

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