Processos por racismo batem recorde em 2025

Processos por racismo batem recorde em 2025
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Matéria do jornal Estadão mostra que ao todo, Brasil tem 13,6 mil ações criminais sobre racismo pendentes de julgamento; dados são do Conselho Nacional de Justiça

Por jornal Estadão/Eduardo Barreto*

O Brasil registrou 8,6 mil novos processos criminais sobre racismo em 2025, o recorde da série histórica iniciada em 2020. Desde o começo do levantamento, esses processos aumentaram 188%. Ao todo, há 13,6 mil ações pendentes de julgamento. Os números foram levantados pela Coluna do Estadão em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Cerca de 97% desses processos criminais tramitam nas Justiças estaduais. A lista é liderada pela Bahia, Estado com a maior proporção de população negra do País. Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná vêm em seguida. São Paulo é o oitavo Estado com mais ações, com 663.

-Estados com mais processos novos por racismo em 2025-

1.            Bahia – 3.680;
2.            Minas Gerais – 1.383;
3.            Santa Catarina – 994;
4.            Rio de Janeiro – 984;
5.            Paraná – 827.

-Para você-

Desde o começo da série histórica do CNJ, em 2020, outubro de 2025 foi o mês com mais processos novos sobre racismo. Foram 803 casos, o que equivale a uma média de uma ação protocolada por hora no País. Os números registrados a cada ano vêm aumentando sucessivamente.

-Novas ações criminais por racismo no País-

•             2025 – 8.591;
•             2024 – 8.184;
•             2023 – 7.973;
•             2022 – 5.764;
•             2021 – 5.610;
•             2020 – 2.978.

-14,3% dos magistrados brasileiros são negros-

Ainda de acordo com estatísticas do CNJ, há apenas 2.714 negros entre os 18.998 magistrados brasileiros, o que corresponde a 14,3%. O porcentual é um pouco maior entre servidores: são 27,8% de servidores negros, ou 78.761 entre 283.639.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 55,5% da população se identifica como negra, soma de pretos e pardos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
*Texto inicialmente publicado no jornal Estadão, com edição na Redação VSP

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