As crianças e a nossa responsabilidade

As crianças e a nossa responsabilidade
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A pureza e a inocência das crianças, até onde vai a nossa responsabilidade com o futuro delas?

Por Cristina Angelini*

Qual o mundo que vamos deixar para os nossos filhos? Você já ouviu essa frase. Te convido a refletir – e qual o tipo de criança vamos deixar para esse mundo?

As que gostam de zombar dos coleguinhas? As que não estudam e querem passar de ano, com boas notas e com a “autorização dos pais” – “eu pago e meu filho vai passar e pronto”.

A educação de um ser humano, ainda em formação é de responsabilidade dos pais. Lembra – é de pequeno que se torce o pepino – pois é… e tudo começa pelo exemplo, que vem das atitudes de toda a família, dos vizinhos, da escola, da igreja, do grupo do esporte, da comunidade.

E qual é o exemplo que está sendo passado?

Pessoas que se dizem cristās gritam – Bandido bom é bandido morto, graças a Deus! ou ?!

Joga aí no chão, depois alguém cata. Os funcionários da limpeza são pagos pra isso.

Vou molhar a sua chupeta aqui no meu copo e você vai ver como é o gosto do álcool.

Lavar prato é coisa de menina… você é filho homem vai pra rua brincar…

Pra que estudar tanto… eu estudei um pouco e tô aqui vivendo…

Deixa sua mãe falar à vontade depois a gente dá um jeito.

Se você não me obedecer vou contar para o seu pai.

Enfim, muitas situações que confundem as crianças e elas vão crescendo sem saber o que é certo ou errado. Isso, morando em um bairro tranquilo.

Agora, o que será das crianças dos morros que convivem com os traficantes, com tiroteio dia e noite, com medo. As que sonham em ter dinheiro para sair dali e só enxergam uma alternativa – trabalhar para o tráfico e aí quem sabe com dinheiro eu vou embora com a minha família.

Há uma única luz para essas crianças – as ONGS que insistem em trabalhar e os professores que tentam dar um alívio para esses seres humanos carentes de tudo, inclusive, de afeto e de esperança.

Se você tem a oportunidade de educar ou colaborar com a formação de uma criança, converse com ela, mostre as alternativas possíveis e reforce “a Salvação, a mudança para um mundo melhor só será possível no coletivo”. Ninguém se salva sozinho. Sozinho não se é nada. E é no coletivo, na solidariedade, respeitando as diferenças que um dia poderemos dizer – tentamos, lutamos e vencemos, porque o projeto foi e é coletivo.

Enquanto esse tempo não chega, olho para as imagens dos corpos nas ruas dos morros do Rio, mais de 120 pessoas assassinadas, por conta de um traficante, que conseguiu fugir, antes da polícia chegar e penso…

“o que será dessas crianças que sobrevivem nesses locais?”

Misericórdia, Senhor, Misericórdia!

*O texto produzido pelo autor não reflete, necessariamente, a opinião do Portal VSP

Foto: Namo Deet/Pexels

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