Paciência também se ensina
Como o respeito entre gerações vem sendo cultivado
Por Álvaro Sena Filho*
Em um mundo cada vez mais acelerado, a convivência entre gerações tem revelado um desafio silencioso, a falta de paciência com quem envelhece. Para muitas pessoas idosas, o maior obstáculo não está apenas nas limitações físicas ou tecnológicas, mas no olhar apressado de quem as cerca. O tempo do outro também importa…
A dificuldade para aprender algo novo ou adaptar-se a mudanças não é exclusividade da velhice. No entanto, a cobrança para que a pessoa idosa “acompanhe” é muitas vezes imposta de forma impaciente, principalmente por familiares entre 25 e 40 anos. O medo de errar, somado à sensação de ser um peso, acaba afastando muitos da participação social plena. Por outro lado, jovens com menos de 20 anos, segundo observações de educadores e instituições de apoio, têm demonstrado mais empatia e abertura no contato com pessoas idosas. Essa diferença de postura entre gerações tem levantado questionamentos sobre como a paciência está sendo cultivada, ou esquecida no dia a dia. Na prática: um gesto que transforma!
Na ABRATI – Associação Brasileira de Apoio à Terceira Idade, o exercício da paciência é parte essencial das atividades oferecidas. A escuta ativa, o acolhimento sem pressa e o respeito ao ritmo individual têm gerado impactos profundos na autoestima e na confiança das pessoas idosas atendidas. “Quando alguém é acolhido com paciência, o aprendizado vem. E com ele, a sensação de pertencimento e bem-estar. Esse sentimento, faz com que a pessoa idosa, comece a ter mais coragem para enfrentar seus desafios.”
Mais do que virtude, um caminho para o futuro. Falar sobre paciência é reconhecer a urgência de uma convivência mais respeitosa entre gerações. Em tempos de imediatismo, é necessário reaprender a esperar, ouvir e respeitar o tempo de quem veio antes. O envelhecimento digno passa pela escuta. A proposta é simples, mas profunda: menos cobrança, mais presença. Menos pressa, mais afeto. Porque paciência, assim como o respeito, também se ensina.
Gratidão a todos, até a próxima!
*O texto produzido pelo autor não reflete, necessariamente, a opinião do Portal VSP

Álvaro Sena Filho
Colunista VSP

Fundador e presidente da Abrati. Nascido no interior de São Paulo, Álvaro trabalhou na roça até os 15 anos, hoje coordena a instituição que oferece ao público 50+ um espaço de convivência com cursos e atividades gratuitas como informática, Inglês, dança, exercício físico funcional sênior, yôga Terapia, terapia grupo de movimento, pilates, arteterapia, coral, hatha yoga, body combat sênior e karatê sênior entre outras.
Foto: Kampus Production/Pexels

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