Quando a pressa é o golpe

Quando a pressa é o golpe
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O que aprendemos sobre segurança online

Por Álvaro Sena Filho*

Conforme já falamos em outras publicações aqui no Viver Sem Preconceitos, segurança digital é um dos temas que mais despertam dúvidas e preocupações entre pessoas que estão começando a se adaptar ao mundo digital. Hoje, quero reforçar esse assunto, que tem ganhado ainda mais importância nos últimos meses com o aumento de tentativas de golpes e fraudes online.

No Brasil, a cena se repete com frequência: uma mensagem urgente pedindo Pix, um link com promessa de dinheiro esquecido, uma ligação que se apresenta como “central do banco” pedindo códigos de segurança. Esses episódios, infelizmente, fazem parte da rotina digital de muitas pessoas com pouca familiaridade com a tecnologia, que se veem vulneráveis em um mundo que muda rápido demais.

Por isso, mais do que ensinar a usar um celular, é fundamental ensinar a usar com tranquilidade, segurança e confiança. A tecnologia, quando bem usada, aproxima, facilita o acesso a serviços, estimula o raciocínio e traz bem-estar. Mas para que todos esses benefícios aconteçam, é preciso atenção — e isso começa com pequenas atitudes.

A primeira delas é desconfiar de mensagens que causam pressa, pedem segredo ou prometem ganhos fáceis. Essas três características, juntas ou separadas, são os sinais mais comuns de golpe. A orientação é simples: pare, respire e confirme a informação por outro canal. Nada que é realmente sério exige que você aja sem pensar.

Outra dica importante é nunca compartilhar códigos de verificação recebidos por SMS ou aplicativo, especialmente o código de 6 dígitos do WhatsApp. Essa prática, quando ignorada, tem sido porta de entrada para clonagens e prejuízos. Da mesma forma, antes de fazer qualquer pagamento, é essencial conferir o nome completo do destinatário e, se possível, conversar com um familiar ou pessoa de confiança.

Com o crescimento dos golpes digitais, também surgiram ferramentas que ajudam quem sofreu alguma perda. O Banco Central, por exemplo, oferece o Bloqueio Cautelar e o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permitem reter valores suspeitos ou solicitar a devolução em caso de fraude. É importante agir rápido, sempre pelos canais oficiais dos aplicativos bancários.

Mas a prevenção ainda é o melhor caminho. Escolher celulares que sejam mais simples de usar, praticar o uso da tecnologia com calma e contar com o apoio de familiares ou participar de cursos de inclusão digital fazem toda a diferença. Com esse suporte, o uso do celular deixa de ser fonte de medo e passa a ser uma ponte para mais autonomia, conexão e bem-estar.

E mais uma vez reforço: segurança se aprende com prática, mas começa com respeito. Respeito ao tempo de quem está aprendendo, à dúvida que parece simples, ao erro que se repete. É esse acolhimento que transforma o cuidado digital em hábito. No fim das contas, a boa tecnologia não é aquela que impressiona, é a que protege, aproxima e dá paz.

*Referência: Esse artigo conta com consulta realizada no Tribunal de Contas da União (2025). Iniciativa “Pessoas Idosas Mais Seguras – proteção contra golpes digitais”.

*O texto produzido pelo autor não reflete, necessariamente, a opinião do Portal VSP

Foto: Pixabay/Pexels

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