A importância da comunicação acessível e inclusiva

A importância da comunicação acessível e inclusiva
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A comunicação como ferramenta de inclusão da pessoa com deficiência e como trabalhar essa comunicação levando em consideração a diversidade de pessoas, com e sem deficiência

Por Ciça Cordeiro*

Comunicação é a base da fundação da sociedade. É levar informação de um ponto a outro de diversos modos. O termo “comunicação” tem sua origem no latim, e tem como significado “compartilhar entre todes” ou “tornar comum”. Em sua essência, a troca de informação é a maior definição do que é comunicar-se; isso inclui ideias, conceitos abstratos, comportamentos e conteúdos escritos.

A construção da individualidade, das relações sociais, das ações coletivas e acesso aos bens e serviços públicos estão baseadas na comunicação. Para que todes tenham acesso à informação de forma clara e objetiva, a comunicação precisa ser acessível e inclusiva, sem barreiras, na expressão oral, escrita, no acesso aos conteúdos em papel, audiovisuais e virtuais.

Trabalhar uma comunicação inclusiva requer pensar em formatos e recursos que levem em consideração a diversidade de pessoas, com e sem deficiência. O tema diversidade vem sendo amplamente discutido, trazendo novos horizontes e perspectivas para vários grupos de direitos que lutam por espaço, por um mundo mais acessível, diverso e inclusivo.

Quando a pauta é a pessoa com deficiência, o maior entrave está justamente no acesso à comunicação. A promoção da comunicação acessível e inclusiva é primordial para garantir direitos, não só do público com deficiência, mas também outros segmentos da população. Proporcionar eventos, reuniões, lives, com intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais para surdos), audiodescrição para os cegos e legenda, demonstra respeito e valorização da comunicação interpessoal com o público.

Comunicação acessível e inclusiva é essencial para que se cumpra o estabelecido no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que acabou de completar 73 anos, a saber: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Como garantir liberdade, igualdade e dignidade sem acesso à comunicação? Impossível! A acessibilidade comunicacional é fundamental para termos uma sociedade sustentável, ainda assim, a comunicação inclusiva, não encontrou caminho dentro de muitos canais. Mesmo com movimento crescente em prol da diversidade e a luta pela garantia dos direitos humanos, ainda existem barreiras. Acessibilidade ainda é vista como algo adicional e não como algo a ser considerado na etapa de planejamento da comunicação.

Vivemos um acelerado processo de transformação digital que envolve todas as áreas de direito, saúde, educação, trabalho, cultura, transporte, lazer entre outras. Só vamos assegurar todos os direitos, estabelecendo uma comunicação inclusiva, que respeita princípios e elimina preconceitos.

A valorização dos recursos de acessibilidade, que ajudam na construção da comunicação, são ferramentas que permitem equiparar as oportunidades, beneficiando e garantindo a todas as pessoas desfrutarem seus direitos adquiridos, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição de 1988 e na Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

Ao falar sobre o tema compartilho o Guia de Comunicação Inclusiva sobre Pessoas com Deficiência que fiz junto com o time da Talento Incluir no ano passado. Lá há várias informações importantes sobre esse universo ainda pouco conhecido por muitos. Vale muito a leitura!

*O texto produzido pelo autor não reflete, necessariamente, a opinião do Portal VSP

Ciça Cordeiro
Colunista VSP

Jornalista, consultora em diversidade e inclusão, gestora em cultura inclusiva, comunicação e eventos acessíveis. Palestrante, atua ainda com políticas públicas para pessoas com deficiência. É a coordenadora de comunicação e consultora em DE&I no Grupo Talento Incluir.

Foto: Shvets production/Pexels

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